domingo, 6 de julho de 2014

ZUMBI, ZUMBI - etimologia etimo verbete

Quando a sombra gélida
Desce ao  vale enregelado
Em observância ao glaciar
Ao lado do precipício,
Então o homem treme
Ante a sombra da morte
Que resfria e embuça o vale
Trazendo ao corpo vivo
Entropia,  hipotermia, hipoglicemia...
Assassinas frias, impassíveis,
As quais  podem ser letíferas ao homem
Pois cometem assassínio sem apiedar-se da vítima,
sem compadecer-se do paciente
Do moribundo nas vascas da agonia.
Moribundo marimbondo
Perdido o  voo  perfeito
Longe do itinerário
latitude e  longitude
a cavaleiro do descalabro
sem albor de cavalo em marcha
este é o homem  a  vasquejar ,
no transcurso do passamento,
Inerme ante  a força sobreposta
pelo cavaleiro glacial,
Sitiado  pela hoste  inimiga
Séquito de entes visíveis e invisíveis
Presentes em  fungos, ácaros, feras, ungulados,
Criaturas peçonhentas,  órix-cimitarra,
Todos a erguer a cimitarra
Contra o cachaço,
A dura cerviz,
Que não obstante rolará
Ao canto da  guitarra gitana...
Na terra negra do Cantão
Onde  a treva baixa
E o sol retoma o mutismo do carvão
Enquanto o verme se torce e retorce
ao devastar  a alma
degustando o corpo
Qual praga de gafanhotos
A depauperar a vegetação num átimo.

Os cristais dos  minerais
Nem nascem e, concomitantemente,  não perecem
Com a rapidez da erva daninha
Dada ao fogo crepitante
Que a ventania ululante alimenta
Em procedimento antípoda
À ação da primavera em seu primevos brotos,
Suas vergônteas a tear o verde,
Tecer a história em geoglifos e petroglifos,
Fragmentos de língua natural...:
Cristais não são Cristos,
Sequer cristãos obviamente,
Tampouco anti-Cristos
Descritos por Nietzsche
A desbastar hieróglifos de outro teor historial,
Nem críticos a desbaratar ( O Mahabharata
Ou encetar exegese etimológica
Tendo como objeto o vocábulo “Maranata”)
Traços anti-críticos,  troços acríticos
Em momentos  de movimentos sinfônicos
Equalizados no temporal,
- tudo isso simplesmente
 porque  não sofrem
dor de gramático posta na gramática
em voz passiva
que nos levam a ser pacientes de médico,
passivos, compassivos, passionais
ante as vicissitude cobradas
pelo mundo social-natural;
minerais  sem a pecha da gemologia
sequer sentem o mundo
( sentem-no pela minerologia
Que diz do grego idioma,
Dito pelo grego filósofo,
Homem no ato de  alienação
Exigida ao ator,
Um hipócrita profissional,
De direito e não de fato, necessariamente);
Minérios apalpam apenas o tempo
Com nada às mãos
Em que segurar-se,
Sem conceber o ser
Que emerge pintainho ou pintainha
Da casca do ovo
Ao verso da cor do amarelo à gema e girassol,
Pois sua segurança e porto seguro
Vem da raiz da planta,
A qual semeia e planta a vida
E vem a sentir  a mão que
E a planta do  do pé
Em palmilha
A sentir  milhas de terra
Sob pés-raízes  às “apalpadelas”
No escuro que procura a luz
nos vegetais que são ( somos!)
Primeiros entes a seguir
Os passos da vida
Em rastos no solo, subsolo,
Onde vagam lençóis freáticos,
Aqüíferos Guaranis...
Vegetais, no entanto, ainda não sofrem,
Não ouvem essa voz de apelo
No pelo eriçado da gramática da Ática aristotélica,
Uma vez que o sofrimento,
A paixão dos gregos e de Cristo
Tem início com os animais,
Antes de Cristo,
Pois eles são os primeiros bichos,
Antes de nós,
A aprender a fugir da morte
( o homem, depois de Cristo,
Apreende filosoficamente
Este conceito passível de  elegia,
De poesia trágica
Na Paixão de Cristo)
Ante a sanha do predador
No  curso do processo iniciático da caça.
Quantos aos iniciados
Estes ( nós homens!)  não se furtam à luz
`a sombra do vaga-lume
Com a brasa deste coleóptero
A queimar a mão
Até abrir um buraco
De cabo a rabo
Antes que a morte
Separe-nos a carne
Com a cimitarra do guerreiro bárbaro
A nos cindir ao meio
Parodiando o anedotário sobre Salomão.

No homem, entretanto,  tudo dói tanto,
Onde a  dor moral grassa,
-  suscita dor de tal monta
Que o obriga a fugir de tudo
e de todos os seus semelhantes,
- até  do ermitão
Que vive em si mesmo!
A despeito dos homens gregários
Temerosos de sua própria e solitária companhia.
O homem é uma companhia ruim
Até para si mesmo
Enquanto não  vencer o medo
De  se enfrentar no front,
Homem versus anjo,
Qual o fez Jacó
Que se  derrotou
E, portanto, triunfou sobre  Deus
E sobre os homens,
Porquanto o único vencedor  real
É aquele cuja vitória
É sobre si mesmo
E não sobre oponentes,
Que os não há
Para os vencedores de si mesmo.
Todavia, nada disso  é óbice
Para que o último movimento
em sua sinfonia coral
em seu corpo de baile
na sua ópera bufa
Seja terminado no frio
Sem termas ou sauna
Cobertor ou corpo cálido
Onde se atracar
Depois que o fogo santo do amor
Apagar-se nos sacrários
E tudo passar à treva
Sem Alpha Orionis ( Betelgeuse)
Ou Beta Centauri ( Hadar ou Agena)
Para contemplar.
O homem que venceu ao si mesmo,
Ao seu não-oponente real,
Ganhou outro nome
Porque encetou nova vida:
De Jacó, que derrubava  a todos 
Agarrando-lhe o calcanhar,
“passando-lhes a perna”,
Como o fez com Esaú e Labão,
Quando, então, por mérito
É renomeado “Israel”,
Aquele que venceu deuses e homens
No simples ato de vencer-se a si mesmo,
Na redundância da vitória notória,
e, destarte,  vencer o mundo inteiro,
Constituindo-se em uma nação,
Da qual será o patriarca venerável,
O sábio uno ao Deus pai todo-poderoso.
Sem embargo, mister é que seus filhos,
Em suas doze tribos representadas biblicamente,
Não sejam os espermatozóides
Que perderam a corrida material
E restaram mortos ao meio do caminho do cavaleiro,
Diversos, dispersos persas despercebidos
E nem tampouco retroajam  
da iluminada natureza  búdica
que prescreve a  corrida espiritual,
Única corrida do ouro
- para a Califórnia!
Cantada à Beatlemania  rouca, louca,
Pouca a polca...;
Calada pelo calado da noite fria
- Na  morte
Tramada por assassino fanático,
 prosélito, sectário...
 um pobre diabo dos diabos,
- dos diabos, o mais pobre!
...............................................................................................
ENSAIO
No verso tudo descamba no mistério da vida, que não pensa nem tampouco faz pensar. A poesia é o sonho mais próximo da vida, não da existência, que esta é parte da discussão filosófica.  A Bíblia acorda o sonho poético-profético ao narrar a peleja renhida entre  Jacó e o Anjo do Senhor madrugada fora, pela calada a rumorejar versos no rocio em rio manso. É o fenômeno do sublime, a arte no mais alto nível, o labor nobre do senhor Saint-Michel- de –Montaigne  e do barão de Montesquieu, aristocrata.
Na prosa, dá-se o fenômeno do prosaico, que não canta, sequer ama, apenas disserta friamente e busca desvelar o que a medicina põe sob a rubrica de Tanatologia, que imaginamos ter cunho científico, mas não passa de um mito grego dito pelo “logos” na forma do pensador natura, no limiar fronteiriço de um contexto, que contesta texto,  e não mais no canto do bode  envolvido pelo  estro  do poeta trágico, que põe a tragédia no relicário de pesadelos ou jóias de pesadelos  buriladas pelo artista-joalheiro  Füssli,  um pintor de visões assustadoras de  demônios nas versões femininas e masculinas, respectivamente  :  Súcubos e Íncubos que tornam a vida humana perrengue.Um perrengue na noite são esses diabos.
 A tanatologia é, de fato, não de direito, um mito grego que emerge de outro contexto, que dá novo texto e principalmente leitura  à história escrita sob a forma atenuada  das metáforas e com linguagem poética, ou seja, alegórica rica tomada de empréstimo ao poeta,que sonha e ama, pois é um ser que está dormindo um sono longo para a vida real que passa sem que ele, o artista, não veja, absorto que está co sua arte, sua relação que imagina ser recíproca com Galatéia, a estátua.
 A ciência, talvez, não passe de uma notícia sobre outro contexto e, por isso, quiçá por outros motivos tão vastos e de numeração virgulada tal qual a dízima periódica, não valha a pena por a pena na ferida, - por isso e outras razões diversas e inumeráveis e controversas,  a poesia, nem as artes em geral,  tiveram morte súbita ou sofreram algum abalo sério entre pessoas intelectualizadas, após a aparição bombástica e retórica da ciência, secundada e propagada pelos seus cientistas e mesmo seus pseudo-filósofos , então jovens fanáticos e inexperientes,  sectários a cantarolar  loas,  quando o fenômeno da ciência veio se  insurgir no horizonte;  a ciência que tentou, mentindo em seus credos, destituir a filosofia, sua mãe e mestra severa para poder ficar só com a história e, destarte, conquista do mundo vão ( vanidade!), vil e velho,  que já pertenceu a conquistadores implacáveis do naipe de Gengis Khan,  seu filho , Kublai Khan,  o Grande Khan de Marco Polo, que é, por sua vez o grande mentiroso, ou melhor, o megalômano, que , enfim,  dá notícias em primícias da dinastia Khan com sua progênie,  bem como a  Alexandre Magno, com uma época carolíngia e outra merovíngia a alternar a devastação  e a  devassa que esses reis promoveram na Idade Média, mais  da cor do sangue que de trevas, que não raiam, não irradiam ondas luminosas. A luz é ondulação.
A ciência, tal qual a religião, ambas vivem do pavor da morte,  fazem desta profissão de fé,; entretanto,  nenhuma delas foi capaz de salvar o mundo, somente o salvaguardaram, sem nenhum trocadilho nesse sentido. São cães de guarda mesmo! – que servem , ainda ao Khan! : ao Khan vivo na pele dos políticos larápios que arrepiam a terra e não a lei, que é ao gosto deles e para desgosto dos demais : nós, gente tanta, tonta de tanto bebericar cerveja.
O homem que perdeu as batalhas contra si mesmo, a maior das quais é o medo da morte, que o faz esconder na religião e na criogenia da ciência para rico tolo, perdeu a guerra. Quando se perde  a guerra para si mesmo, volta-se pára o inimigo externo, que é mais fraco que o interno, pois pode ser ludibriado com facilidade, mormente para quem tem a experiência vasta e as cicatrizes do guerreiro que perdeu para si próprio o que corresponde a perder para o pior inimigo e perder-se cabalmente na desilusão e no ceticismo cru. Não é mais um homem :
 É um morto,  um zumbi(zumbi!), um ser a tatear nas  trevas das drogas, que podem ser fármacos, bebidas alcoólicas, doutrinas, religião, ciência, filosofia, poder, sexo...etc., nada disso salva, - salvaguarda do suicídio, que já o há em espírito mortificado, mente embotada, paralisada pelo horror da derrocada, o naufrágio em porfia tenaz contra o anjo do Senhor, que o bateu e abateu no matadouro do Douro e do Minho, no álveo do Rio Douro, nos Pitões das Júnias, em Portugal medieval ou paisagístico, nostálgico, com saudade do poeta Fernando Pessoa e outros de assim peso, calado.
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

EPIFANIA, EPIFANIA - etimologia etimo verbete

Donquixote.JPG

Um jogo entre  dois tenistas( não é possível jogar um tenista contra e a favor de si mesmo, jogá-lo contra outro é, pois, mister, senão não há mister Roger Federer  versus “el  hidalgo señor “ Rafael Nadal, vulgo “Touro Miura”,  bravo desportista da terra de Dom Quixote e Sancho Pança transido pela dança do ventre. O mesmo se dá a esmo com  a peleja  entre dois boxeadores ou,  por outra,  a disputa envolvendo duas  equipes de  futebolistas, por exemplo,  ou  jogadores de baralho,  enfim, ao que mais se apresente em jogos e esportes  cujos tempos cronometrados  aparentem apresentar tempos iguais no giro dos ponteiros do relógio,  mas que, em realidade,   apresentam  tempos diferenciados,  mesmo quando tal tempo for o mesmo em horas, minutos, segundos e milésimos ou milionésimos  de segundos nos dois  jogadores a medir o tempo  no ato de jogar ou em  relação a outra partida de tênis ou qualquer outro desporte ou jogo, que visite o relógio, isso  no que tange à igualdade do tempo de jogo que, ainda que seja mensurado na mesma quantidade de tempo que se mediu a outros ou outros eventos esportivos, não têm de fato o mesmo tempo,  não é o mesmo tempo senão na quantificação, jamais na qualificação do tempo vivido : tempo da libido e  do folguedo infantil ( tempo lúdico). Inobstante isso , malgrado a igualdade ou similaridade nos tempos cronometrados ,  o tempo quantificado nunca corresponde de fato ao tempo passado entre dois jogadores, compartilhado  pelos espectadores,  nem sequer para cada um dos envolvidos no jogo , isoladamente, individualmente,  não  são tempos  iguais, mas apenas medidas iguais da mesma porção ou quinhão de tempo, não importa se tais tempos “iguais” sejam ou não  simultâneos : são sempre simulacros basais, com estofo no indivíduo, nunca nos indivíduos em conjunção societária, cultural, os quais não partilham da lucidez da individualidade, nem da verdade que há nela e contraste hipócrita da mendacidade que carrega tudo o que é coletivo no caudal cultural que acaba derramando no homem e o queimando no cérebro.
 São, de fato,  diferentes tempos,  aos quais  se lêem como iguais, porquanto os números são os mesmos, ou seja,   o mesmo tempo esteja consignado, assinalado inequivocamente  em numerais e a respectiva  leitura seja feita com precisão atômica ou  por reles  relógio prosaico ou em cronômetro sofisticado,  com tecnologia de ponta, os quais, a rigor,  cravem  o mesmo tempo, aritmeticamente, com variação ínfima para o erro, pois a matemática  não é exata,
Pois não sofre de exatidão, como sonham matemáticos incautos e incultos. A exatidão matemática é um mito que se espargiu graças a linguagem cifrada de símbolos matemáticos  e algébricos , porque a álgebra  é  absoluta, resolutamente abstrata até o fim dos objetos,  senão em si, platonicamente, no universo ideal,  porém não nos fatos, nem tampouco nos atos humanos ou naturais que dão  causa à uma margem mínima de  erro , os quais se torcem na mensuração do triângulo, do círculo que se utiliza do “PI” radiano, cujo fito é o de  debelar cortes no espaço geométrico,  os quais estão a  viger vigorosamente   nos números uebrados,
Numerais sem troco,  por vírgulas cindidos pelo gládio da razão, porquanto não levam o numeral ao finito da realidade, mas sim ao infinito matemático, que não passa de uma ficção genuína,  daquelas  que sobrecarregam de contrastes o real e  o ideário e marcha a ré para um idealismo instrumentalizado pelas matemáticas, cantando a canção da cabeça dos seus matemáticos idealizadores,  fecundos e facundos nefelibatas,  idealismo exacerbado esse que somente encontra correção na abstração da álgebra que, como uma  espécie de contraparte  da matemática numérica, não põe números, mas apenas letras que representem todo o universo pensado ou mesmo o impensado,  ou impensável, em letras que abstraem números, tomando-lhes o lugar singular e dando-lhes a vastidão  do universal que lhes é comunicado , destarte, tudo  fundamentado nas idéias de Platão ou em pensamento puro e transcendental ,
Tipo o kantiano, porquanto  a letra dilui o número e o  torna mais vasto que o universo, vasto como somente o pensamento o é ou ousa ( na “ousia”)ser ou pode ser dentre os glosadores com seus motes de sesmarias prontos como botes de cobra e salva-vidas sobre água de naufrágio  com sufrágio de aves Marias e marinhas, que se atracam à nau com nautas em desespero. Tudo isso engendra naufrágio e não sufrágio; contudo, se gerar sufrágio será pior  mal  do que o do naufrágio completo. O pensamento é uma nau para o naufrágio, não para o sufrágio. Todas as idéias que trafegam ou trafegarão, naufragarão nas Fossas Marianas.
A margem mínima do erro transpõe o tempo erodido nas figuras geométricas, tal qual o círculo ou circunferência, que devora um espaço curvo e deixa fora a outra curvatura do côncavo ou do convexo, por onde converge em parábolas cartesianas , as quais se curvam indóceis ao tempo do relógio e dos cronômetros da mais alta tecnologia, os quais estão aptos  tão-só para mensurar a ficção matemática do tempo, ou melhor, parte do tempo isolado em um dos seus atributos ou predicados. Não que um tempo ou o mesmo tempo registrado seja diverso de si mesmo, mas sim porque um mesmo tempo registrado  para duas duplas de tenistas  durante o transcorrer da partida, conquanto medido como tempos iguais no mesmo cronômetro ou relógio, não é, de fato igual, e sim completamente diferentes, entre as duplas e entre todas outras duplas co jogadores solitários em cada alado da quadra ( não falo de tenistas a jogar em dupla, mas se falasse nada mudaria o raciocínio; aliás, o raciocino poderia ser levado às duplas em jogo do mesmo modo que no embate dos tenistas individuais, excepto que o tempo, mais uma vez, mesmo sendo o mesmo no relógio, não seria, na realidade do jogo e dos jogadores envolvidos, o mesmo tempo nas duplas e nos jogos dos tenistas individuais,  e não por causa ou e função apenas do tempo psicológico simplesmente, que é tão-somente um elemento de pouca monta,  mas por uma gama de fatores que regem as leis matemáticas dos caçulos integrais e diferenciais durante a contenda dos  tenistas que jogam individualmente e daqueles que jogam em dupla,  os quais, ambos os embates, administram o tempo de forma diversa, porquanto não somente o tempo é diverso e com maior polifonia como o universo medra em massa e movimentos que tangenciam essas massas na forma da física abordada por Newton ou pela mecânica quântica, as quais “físicas” reeditam e “reorganizam” as “físicas” no universo químico-fisiológico do corpo, mormente onde a mente se entronca com os neurônios).
Outrossim,  levanta-se  no levante um outro tempo  quando dois ou mais jogadores diferentes estão na desabrida luta que é o  jogo, ainda que o tempo que se passou ou se passa seja lido dentro da mesma quantidade  dos supracitados e tenha de fato a mesma quantidade de horas, minutos, segundos, milionésimos... ainda  com toda a extensão das reticências que se colocarão  após os números em dízima periódica, -  o tempo,  não obstante,  não é  o mesmo tempo, pois são outros os jogadores de dados ou de pôquer, futebol, esgrima,  ou de tênis, no caso em quadra aqui neste tecido historiado de forma avulsa.  Se forem outros os jogadores,  novos os contendores, ou mesmo com os mesmíssimos combatentes em quadra,  em outra hora ou dia (noite), mais diverso se torna o tempo, por causa do ser que impregna, o ser de cada homem em biometria, que dá corpo ao tempo. A causa do tempo é o ser no bioma,
Na cidade, no campo, no poema,  na ema correndo, em todo o movimento...O movimento, a velocidade, a força são funções do tempo, da matemática e da física, bem como da química, que não passa de física em menor escala ou na escala dos elementos atômicos de Mendeleiev,
Grafados em Tabela Periódica dos Elementos  ao sabor da inteligência do sábio russo, que por tabela pode ser provado ou provocado. O tempo nunca é outro tempo real, fático, senão o presente, que se dá na epifania(epifania!) do ser. Não existe tempo para trás, pretérito, senão no verbo que o reza, nem para frente, no futuro: o futuro de amanhã é hoje amanhã, no presente  que amanhece em seu ser, vivo, presente e vida; o pretérito de ontem, já foi vivido e não retorna com a máquina de pensar de Einstein e da Mecânica quântica com suas equações que pensam descrever uma porção do universo em lei que retroage para beneficiar o criminoso com pena mais branda. O tempo é o presente eterno que põe o ser na ponta do olho, no faro do olfato...:
O presente é a eternidade dada ao homem enquanto ser vivo, nas corredeiras do rio de Heráclito de Éfeso( Vide, melhor, leia a nobilíssima e douta Epístola de Paulo aos Efésios). Assim como a física quântica é a física da energia mínima, mecânica do ínfimo, que se rebaixa de infinito para mais abaixo; e no lado oposto e paralelo está a mecânica de Newton, que,  ao contrário, sobe  das galáxias ao infinito que segue em  espiral para cima.
O tempo mensurado nos relógios e cronômetros é tão-somente uma parte do tempo, não todo o corpo do tempo, que abrange músculos, materiais esportivos, vestes, espaço e condições climáticas, biogeometria do corpo humano e do espaço achatado dentro, no entorno e fora do corpo chato ( entortado pela gravidade), participação do vento, da chuva, do sol, do fluxo hormonal, bioma, presença de insetos, bactérias, fungos, protozoários, vegetação, solo, cultura, rito sinestésico ( sinestesia), presença de minerais, umidade do ar, calor, sol, sombra, frio, participantes do jogo e espectadores, torcedores, enfim, uma gama de elementos que vai ao infinito : este conglomerado galáctico em ritmo é o tempo. Medimos o tempo pela barra nigérrima da noite a caminho das sombras da madrugada e pela barra da alva,ou seja, não o medimos, apenas inventamos com isso os r elogios, que mensuram as convenções sociais e científicas, bem como lingüísticas e histórico-contextuais, pelo movimento do sol nascente que vêm do dilúculo, vai ao zênite, passeia pelo lusco-fusco  e chega, por fim, ao nadir, quando a noite desce em sombra descalça e procura seus rastros escuros na treva.
O tempo é o que há de mais concreto, conquanto o vejamos como abstrato e como mera idéia porque o pensamento modifica ou redesenha  a realidade  invertendo-a para poder  captá-la de ponta cabeça e, posteriormente, subjugá-la sob conceitos  em contexto com o texto tecido por essas concepções intelectuais, que se dobram à gravidade da época vivida e vivenciada pelo ser, então humano, sob pressão de grupos e doutrinas humanas e desumanas, todas fincadas no interesses de grupos institucionalizados ou não.

( Do Anteprojeto de lei “Caminhos Dos Livres-Pensadores, Hermeneutas-entomologistas e Exegetas dos Marimbondos Pintalgados de Preto e Branco em Oblongo Corpo Alongado de Aeronautas)

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

CRÁPULAS, CRÁPULAS - etimologia etimo

Com um olho no gato
Pisco
Outro no peixe
Pesco

O gato é presto
O peixe písceo
E a piscina
 sua sina
Sua sauna
- sua ao sol
Lá si dó mi  fá ré
Com atma nas guelras
Se a voz é  sânscrito santo
- e alma, se do  latim
Voa-se à alma-de-gato
Que cato
Em cacos e cactos
Pelos matos.
( Mata Atlântica, mata!
Bioma que abrangia...
- terra e terras onde a mata
Hoje está morta
Abaixo do capim-santo,
Beato o beta Centauri...).

O gato gatuno
É da estirpe
Dos ladrões e assassinos
Alguns dos quais
Tomam assento na elite oligárquica
Transtornados em manhosos políticos
Que são
- somos todos!
( que homem é bicho político
Sacado à  fábula kafkiana)
Sorrateiros caçadores,
Jaguares com peso
Mensurado em onça
( onça troy),
Maquiavélicos  Mefistófeles
Sem fé no feto
Que planta o chão
Ao rés-do-então
Escabelo presente
No ente
Em vida
Que abunda
E afunda
No subsolo
Regado pelo regato
Que é um regalo
Com seu canto de aboio
Percutido em chuá d’água
A soar em litania
Para parusia
( Ladainha
Para a rainha,
Sua majestade, -  a tainha
Peixe bom para frigir,
consoante o dizer do grego aristotélico,
angélico no Aquinate,
mui douto ( ou doudo?)
vivente em terras de tempo
na Alta ou Baixa Idade Média
Que media o que medeia a Medeia
- do poeta trágico Eurípedes
De pé no podes dos artrópodes,
Filo de animais com exoesqueleto...).

Com um olho no gato
Engato uma marcha
Que vê o mundo
Em cosmosvisão 
Que joga lume
Sobre os bandidos em bandos
Que somos em soma
Sem lograr levar o fato
À auto-percepção política
Da espinha ao espinho
Que fere a carne
Na carnificina de ofício
E ofídio na oficina
 e no front ocidental, oriental, parietal...:
os ossos em par
 na calvária craniana...

Com o outro olho
 nadando no peixe,
Ao lançar da rede
Pesco a doutrina de Jesus
A qual nos nutre
Com o pescado de vida
Eterna no sopro
Que expira no soprano
E no sopro do oboísta
Ao oboé
Que é um mel
De melodia.
( Há homens livres das peias
Cuja política
Se sublima na economia salvífica,
Que nos salva da salva dos canhões
E da salvação que vem de fora
Do homem individual,
Única substância aristotélica existente,
Real no caos normal).

Aonde a onda desenha o peixe
Às orlas em areias brancas
 Das dádivas das ervas daninhas
Não se desdenha
O ladrão, o pecador, o criminoso,
Nosso irmão,
Nosso filho,
Vosso felá,
Pequenino  e inocente,
Com culpa menor
Que a minha e a tua
Que o não fomos visitar
Quando esteve preso
- E então era Jesus
Sendo surrado
E coberto com o surrão
Da penitência , da lepra,
Fumando  as cinzas das horas
Numa estrela da manhã
A burilar a poesia de Manoel Bandeira,
poeta da ordem mansa
Da ode dos frades menores
Mais despojados e caridosos...
A qual não escarnece do condenado
Pelos políticos truculentos ,
Facínoras com poder
 de conceber leis injustas
Que ludibriam o direito
E desonra a todos;
Eles, que  são os genuínos  foras-da-lei,
Ficam imunes  a  penas
Embora meliantes
Que perpetram  e perpetuam
os  maiores e mais graves ilícitos,
mas satisfazem os olhos cegos dos tolos
com seus bodes expiatórios,
os larápios de pequena monta,
que se tornam indefesos,
tais e quais os pobres animais maltratados,
Cristos para o matadouro metafórico
Com ou sem uso de pena capital,
Enquanto acumulam o capital
Maximizando os lucros
E minimizando os Marx incautos e incultos
Que  se  quixoteiam  em queixas,
Queixos e queixadas,
Revertidos  em seres quixotescos
Fora do eixo perimetral norte,
Com sorte se tiver consorte
Que os console com sortilégios.
Essa corja no poder
Locupletam-se roubando,
Furtando, espoliando
E  lançando sortes
ao butim do miserável,
do tolo feito Cristo
de bondade e mansuetude.
E esses crápulas(crápulas!) ainda se rejubilam,
jactantes,  - ímpios homens
que perfazem a maioria absoluta
contra a qual é  impossível lutar,
bastando desvencilhar-se-lhes
e ver suas armadilhas simplórias
colocadas para pássaros estúpidos.

Sei do Evangelho que li
Que todo  aquele
 que teve seu nome
 lançado ao rol dos condenados
- Era Jesus
A caminho da segunda vida
Nesta terra
De ternura e agrura.

(Anteprojeto para o “Opúsculo do Exegeta em Canção de Gesta Useiro e Vezeiro do Nonsense A Fim de Embevecer Poesias de Manuel Bandeira fumado nas “Cinzas das Horas”).
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