domingo, 5 de agosto de 2012

ÓSCULO - verbete glossário etimologia etimo

Rua pequena 
pequenina
cabe e coube na pena
do pavão ( que sou! :
Que sou eu?!...)
do faisão...
Mas meã não! :
- anã branca ao sol pálido
cálido
em seu calado
prenúncio da calada
preta na meia da noite
assombrada por trevas riscadas por coriscos
coruscantes
e ribombos no bombo
tambores
desenhando senóides no vento
( As ondas senoidais são o balanço geométrico
Euclides dançante
em corpo de baile
com a dança que balança
e embala
a água e o ar
na corrente eletromagnética
mudando e movendo o espaço
com um dos atributos do tempo
que é o movimento
- motor matemático
na equação literal comunicada
na análise da parábola cartesiana
que dança e canta e dana-se em parábolas!....:
- sem Jesus!!!
Dança é música de Musa em silêncio profundo e longo
- longo gongo!
cujo duo de voz é a melodia e o silêncio
- algébrico silêncio abacial )

A rua com seu casario
vinha de praça com estátua equestre
de presidente egresso do império de barbas
que errava pelo império de Dom Pedro
e rastejava qual quadrúpede
bêbada em tropelias
até uma velha ao cabo da vassoura do vento
- uma velha construção cor cinza-diabos
na pintura do tempo em corpo tatuado de lagarto
aonde funcionara uma indústria
aos pés e passos da linha férrea
e que ficara com inscrição em latim
ao frontispício
depois que abrigara uma academia de ginástica aeróbica
porque não tinha química para ser anaeróbica
respirando por bactérias
( Construindo e desconstruindo a alvenaria negra
lacertídeos que emprestavam matéria
às paredes do galpão
que se constituía em corpo desses lagartos negros cinzas-diabos
ao se cruzarem num ponto de tricô ou croché
da velhinha-do-tempo
que os tecia em uma mantilha
um agasalho ou um sapatinho de bebê )

De um a outro lado da rua
as casas cochichavam
brancas amarelas azuis...
( quatro casas a barlavento da lua
e seis a sotavento do sol )
e cochilavam à noite
remexendo-se na insônia
que não cabia no leito
por causa de um beijo
fora do tempo e do espaço
- ósculo de amantes

livre do mal da bruxa
da maldição da feiticeira
que não pode macular 
o imaculado coração de Maria
que bate o martelo no peito da bem-amada
( Aquele beijo
Oh! aquele beijo delicado!
mui apaixonado!
metade sonho ou a meio ou em meio ao sono
mixórdia de matéria e energia de sono e sonho
onírico e real
ou a um passo do real
- aquele beijo que nunca nos selou os lábios de carne!
vindo direto nos lábios dela
no escuro da câmara
subjugando-nos no enrosco serpentino do silêncio
- beijo de lábios colados...
Ah! inesquecível amplexo de Íncubo e Súcubo
ainda que irrealizado
ou semi-realizado entre o surreal e o real
que perdura dentro da alma
ou das duas almas
que  o quiseram realizar
todavia não o puderam expressar
fora do entre-sono
entre-sonho
que selaram os lábios ali
para sempre
entre o que é sonho e vigília
matéria e energia
Contudo o beijo veio dos lábios da amada real
em natureza física composta
separada de mim apenas pela barra da alva
as penas da garça
e a flor de laranjeira
na guirlanda de noiva
cujo nome está escrito
no paul em que vi a saracura
saracotear-se
em toda a minha poesia
( Minha poesia é uma linguagem
toda  voltada para dentro
que lambe com a língua
o que está no fundo do favo
e  traz à baila
o mel da melhor abelha
retirado do néctar da flor
que preconiza o fruto
a boca e os dentes e a fruta
- o metabolismo, enfim! ))

A idade da rua é a idade da cidade idosa
dos idos do século
com ordens seculares e regulares
ordens para suprir o tempo
e regras para se isolar do tempo
nos claustros dos mosteiros
nas abadias
sob regras
severas regras de São Bento Abade
a tirar o  mosteiro e o monge do mundo temporal
substituindo tempo por regras pétreas
( O que teia aquele tempo
é a teia de aranha
- teia da vida
que telha a dor moral
advinda do social
pela ciência do antropólogo traduzida
em signos e símbolos
que a expressa )

Em menina descalça na monja carmelita
a rua em criança no tempo
devia atravessar-se
nos jogos lúdicos
correndo de um lado a outro da rua
branca rua com cara de lua
branca do branco da nuvem
e da graça da garça refletindo o gládio de luz do sol nas penas
( Branco ou alvo garça
do pote da torrente do São Francisco
rio para potes de gerações de homens e ervas
arbustos animais e árvores frondosas )
nas gotas de rocio
no ponto do orvalho
que tecia e guardava um par de sapatos de lã
do bebê que viria em mim
na manhã da outra manhã
ou na madrugada gélida
com vento nas ventas dos moinhos de vento da Holanda
( Quando se é mui jovem
a literatura védica parece distante
no passo em que pisam as estrelas
longe do burburinho quotidiano
porém com a maturidade e a erudição
acha-se os Vedas no sebo da esquina
em suas garatujas originárias  )

Por um lado da ruazinha mansa e pacata
subia-se lentamente à casa de Rachel
- a "Dona Rachel" de andar algo fleumático
mulher em lipídios
tecido adiposo
onde não pousa a mariposa
de voo piloto na chuça da chuva em chuço sem rebuço
e do vento que ali passava
entre corredores
(  O vento é um corredor olímpico
atleta tetra
no corredor das borboletas
abertas as aletas
alertas no planador
que flutua em flor branca
do ar ao solo
calçados por ervas )

No princípio da rua
casa roxa com alpendre
olhava das janelas para o portão
- roxa casa enroscada na glória matutina
a soprar trombetas lilases
e indo índigo plantar
um bem de raiz
- a anileira!
Indo ainda ao indígena indigente
sem sinal ou som de língua indo-européia
assim como fui também indo índico
pelo caminho do índio e do hindu
com meus versos em trovas
com ovas de peixe
escritos com sumo de limão
no verso anverso do universo
versados em mamão à mão do violão
versejados por versejadores tais e quais
cheios de tantos ais!
na metragem metralha 
esparsa no espaço esparso da tralha...
- ou da gralha grelha galha palha...
Valha-me Deus!... )

No fim da rua
a casa do poeta
ficara com o legado do suicídio
Calçada alta
timbrava a solidão
com o brasão da morte do poeta
que se suicidou
Era um homem de sobrenome Quinaud
senhor de versos versus o mundo
( versado no mundo erudito?! )
com poesia escrita no sumo do limão
no infinito invisível
de uma noite negra e apagada de qualquer luz difusa
até no túnel ou labirinto do sonho
Nunca li um ceitil
nem um til
de sua poesia febril
- poesia para miosótis e sopros de jasmim
e outras flores de sopro perfumado ao vento de escotilha
que vinha na vinha de voz de minha mãe
em gavinhas e uvas no caramanchão ou pérgola
( Minha mãe é quem me falara do poeta suicida
porquanto amava a alma dos poetas
que para ela era um poeta
dentro de outro poeta
numa sucessão de poetas individuais
imbricados no mito de barro e papiro
das águas do pote com peixe de Jesus e discípulos
que era o rio São Francisco
de cachoeira em cachos cantantes
sem a planta do papiro
- Mãe, que se casara com um homem pragmático,
insosso
sem chão na poesia
sem escabelo na arte da erva
arraigado aos vegetais da cerveja
envasada na indústria de silêncio em flor de campo
da deusa Ceres
a senhora dos cereais
maltados ou naturais)

Uma noite
sono em plenilúnio
sonho com novilúnio
em plena travessia pelo onírico
- para o lírico do lírio na lira
entrei pela porta da frente de uma casa daquela rua
e ao sair pelos fundos
abrindo uma porta de madeira
- estava na China comunista!

Rua, ruazinha, travessa, viela... 
 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

REGATO - dicionário

Como posso me perdoar
se  a tulipa negra que tenho
está na literatura de um esteta
- num romance de Alexandre Dumas
um literato de boa cepa
e não em plantio?!
- Não em terreno de orvalho
rocio brando no branco da pomba refletida
pelo aljôfar da madrugada dada sem gado caprídeo
mas na flecha empós o que o arco veio a flexionar
( Flexão e flexível não é a flecha
na aljava do espaço de Zenão de Eléia
um eleata, o Zeno
- a escol da ontologia )

Como vou me perdoar

se a campânula azul
contígua ao céu
é um véu distante :
estrela alfa ou beta
nalguma constelação táurea ou ursa
em Nebulosa de Gato
na névoa da noite
com a brasa apagada no carvão da lenha
ou hulha?!
Perdoar não é pendoar
remir
o santo no remanso
pousio (d'água! )
no regato ( do gato-sapato negro!)
âncora-pé a fundear 
sob areia abaixo da lâmina d'água
em mansuetude

O perdão tem haste na geometria

flor a brotar de dentro
do que nem é rododendro
ou rodopio
pio
- pio eremita
no deserto
que é o mundo ( Cão danado!
- Cão Maior rasgando o véu da noite no céu
Cão Menor em azeviche sem estrelas alfas e betas
para escrever a literatura cosmológica )

Perdão nem pendão
não está no estado de espírito
do anacoreta da garça alva
nem no ermitão da saracura
ou no eremita da seriema
atávicos com o barro da lagoa
e as ervas que a circundam o paul
pelo viés da elipse
- a fórmula que curva o círculo em gravidade-Newton-Einstein
O derviche ou o sufi
o monge
todo solitário em seu hermetismo
e mutismo
não pendoa nem está na amêndoa
oculta no envoltório da castanha
nem perdoa a turbamulta
que contra ele açula o mastim
- a matilha de cães maiores e menores...
Ficheiro:Egretta alba 2 (Marek Szczepanek).jpg

segunda-feira, 9 de julho de 2012

REPULSA - dicionário wikcionário wiki wik dicionário onomástico etimologia etimo verbete glossário lexicografia

Pan, o deus Pã, o terror pânico, é, nesta última versão da palavra, realidade. Não há tervigesar, o pânico ou terror pânico, é o Pã grego ( o Peter Pã?! ) e a Síndrome ou Transtorno do Pânico, no jargão do médico e psiquiatra. Cada um com sua linguagem, configurando o objeto, da ciência, do mito ou da práxis,  na neurose ou psicose, no mito, que configura a linguagem, e no rito que configura o espaço geométrico na dança, música, drama e demais representações dessa práxis, que é o ritual, dentre outras inúmeras linguagens para objetos, dado pelos aparatos linguísticos do discurso, na palavra falada, cantada ou escrita e a práxis que desenha o ritual religioso , social, político, científico, enfim, o teatro posto no drama ou rito ou práxis do que se pensa.Cada linguagem ou ciência nomeia ( dá o "nous", ou inteligência ) do seu objeto, que é diverso, tanto quanto o nome e a figura geométrica no espaço vago e sem formas dos conceitos transferidos pelos vocábulos.Dentro da engenharia há uma práxis, assim como também na ética, no pensamento e em qualquer atividade humana : é como a política que está presente em todos os relacionamentos humanos. Onde há dois, duas pessoas, representando seus papéis no drama social,  há política e práxis, obviamente. O mito social está inseto no drama coletivo, o qual é seu rito. Essa é uma fórmula universal para todos os dramas representados numa determinada civilização.
O objeto interiorizado e posteriormente alienado na exteriorização ( a neurose, ou psicose, a histeria, por exemplo) mostra dois Pãs, ou espécies da divindade,  ou dois "medos-Pã" : um Pã introjetado ou introspectivo, não alheio, mas apegado ao pensamento, fechado no pensamento humano, sem saída, num labirinto para patas de Minotauro...; e outro (Pã)  alienado no mundo ou extrovertido, fora ou expulso, regurgitado do pensamento para a técnica ou para o que há no mundo das coisas fora do pensamento humano, embora concebido por este pensamento, com as instituições, as invenções técnicas, tecnológicas, os artefatos, enfim, técnicos ou doutrinários, tudo no sentido em que Jung colocava a linguagem, ou sua ciência, dando as duas faces da mesma moeda : o introvertido e o extrovertido, dois Narcisos no espaço do espelho ou lâmina d'água do fosso.
As doenças todas estão sob a insígnia ( ou égide ) do deus Pã ; há mais pavor que doença; aliás, o que há é o medo Pã, como doença e sintoma ou semiologia; o que há de fato é o doente que se fabrica assim para o médico de plantão, exceto nos casos de acidentes; outrossim, no que tange aos remédios, drogas ou  fármacos, o que há é mais placebo e sugestão e auto-sugestão do que imagina a vã ciência não aparelhada com linguagem apta a  observar certas realidades e objetos dessas "certas realidades" suprimidas da linguagem ou não supridas por elas. É como se falar em mundo paralelos : há linguagens paralelas
 ( e amarelas de impaludismo!).
Os médicos, em geral, não sabem qual a doença ou mal de que sofre o paciente em sua paixão; todavia, sabem de um nome para denominá-la; assim, ficam somente na nomenclatura e não passam à efetividade prática, à causa,  ou á engenharia médica ou práxis necessária para a cura ; a práxis ou engenharia química fica  adstrita somente à feitura dos remédios. A nomenclatura, que é menos que a linguagem, ou apenas parte da linguagem, sem a gramática e suas relações e ilações lógicas, a qual faz a ciência no abstrato, na arquitetura do pensamento, a que se seguem as engenharias e outras linguagens para os objetos a que vão de encontro; a nomenclatura fica sendo o único e unilateral conhecimento que o profissional, em geral, e outrossim o profissional de saúde acaba tendo do doente e da enfermidade ou síndrome, não a ciência enquanto linguagem, que então, neste caso, se torna linguagem-fóssil, encontradiça nas pedras dos caminhos longos, redondos, em voltas sem fim, como quem está perdido no deserto imenso, ancho, sem anjo, com Pã tocando a flauta ( ou o diabo no meio da melodia do meio dia : zênite).
A dicotomia e outras relações duplas ou triplas, ou quádruplas, etc., entre o indivíduo e a doença, como entes ou objetos separados, é impensada, desprezada.
Quando a nomenclatura toma o lugar da linguagem não é possível chegar ao conhecimento que está desenhada na linguagem, arquiteturalmente, nas concepções do pensamento que vão ser aplicadas ao conhecimento, o qual, depois dessa fase, passa à práxis e engenharia na aplicação dos princípios ( da razão),nos quais está contida a sabedoria, lida sob a forma de práxis em natureza;  na menor folha, ou palma, de palmeira podemos ler este livro da sabedoria, derradeira fase da inteligência, encetada no homem e passada aos demais entes humanos pela linguagem ( os genes da cultura), na qual estão os conceitos que se apóiam nos princípios ou leis naturais lidas na linha da vida ( e não linhagem do pensamento, pois o princípios ali encontrados vêem de fora do pensamento, estão na existência ), o que pode constituir a ciência, dependendo da propedêutica e da capacidade cultural e intelectual do indivíduo que lê e interpreta, ato no qual a linguagem comunica e é a ciência que comunica em forma arquitetural, ou conceptual, abstrato, intuitiva, enfim, uma geometria e uma linguagem matemática atende as comunicações da geometria em espaço e tempo; tempo, que está na visão e leitura do homem de algo matemático-motor que está "in natura" e mal podemos compreender senão sob a ótica de movimento.
O tempo é o movimento que percebemos, mas mais que isso é um conceito complexo, no qual estão colocadas várias funções e concepções que não pertencem ao conceito de tempo, mas apena os abstrai para mais ( a grande abstração) e não para menos ( pequena, média ou comum abstração), pois no conceito de tempo tem muito mais objetos do que o tempo, assim como sói acontecer em outros conceitos preso entre a grande e a pequena abstração, ou seja, a abstração que põe muito mais do que tem no objeto de estudo e naquela que tira matéria e deixa apenas a forma , como ocorre na pequena ou mediana abstração, que ignora propositadamente as infinitas relações dos objetos para poder isolar um objeto de estudo.
Todavia, o pior de tudo é quando a mente alerta e insaciável buca outros objetos, em relação ou unidos indissoluvelmente aos objetos primários, isolados no consolo do espírito da abstração pequena.Na interiorização e exteriorização de vários desvarios e de experiências vividas, do mito, oriundas do mito, quando surge o deus Pã, enquanto doença ou outra forma de incômodo, aí é que está exposto em toda sua complexidade a questão da linguagem, agora com tom poético, e as demais linguagens da ciência e da práxis em suas relações.
O complexo Pã ou medo-Pã não é simplesmente um deus, mas algo mais vasto e fundamental, que separa mito e realidade, pensamento  ( não teoria) e práxis. Entendo como práxis todo comportamento humano livre. A engenharia, a arquitetura, a ética, os ritos, dentre outros comportamentos e atutides humanas, são práxis. O mito ou ciência na linguagem mitológica ( na lógica, no "logos", na logística que ampara o mito e o rito : sua práxis), é, sob um determinado prisma científico-filosófico) do Complexo Pã, ou Complexo Medo Pã, dá o mesmo conhecimento e práxis que a geometria, em sua relação com o ser humano, ou seja, a relação espacial, que abstrai, na geometria, a temporal, mas a põe na ralação com o homem que, a ver ou abstrair o espaço na forma geométrica, tirando matéria e concomitantemente tempo, permite observar que  tempo, movimento da matéria, parece inexistir na forma; sem embargo, como as formas geométricas são mutáveis ( mutação ), até nas formas que um homem desenha diferententemente de outro ser humano, já demonstra que o tempo ou movimento também vai nas formas, pelos movimentos na geometria euclidiana clássica e demais geometrias não-euclidianas, como a geometria analítica de Descartes e outros. As linguagens para as geometrias, bem como para qualquer ciência são inúmeras e se contam pelos objetos que as aguardam plácidos.
O Complexo-medo Pã, vem evocar a individuação e, outrossim, o oposto do processo da individuação : a unidade ( ou o ser de Parmênides, filósofo de escola  eleata, escol de onde vem o berço da ontologia, parte essencial da primeira filosofia em terra ou alienada do pensamento do pensador filosófico já, antes de Sócrates ;  daí pré-socráticos, a história da filosofia ). A individuação é a fonte de toda paixão ( sofrimento, frustração, infelicidade, desunião, nascimento ou composição do corpo e morte ou decomposição da matéria de que é feita o organismo, etc. ) : a paixão de Cristo, a Paixão de Dioniso, que quando despedaçado
( ou individuado, na metáfora, alegoria, que quer dizer, outrossim, esquartejado, decomposto na paixão da morte carpido ).
 Neste estado, no qual o corpo se acha despedaçado ou decomposto, Dioniso é chamado Sagreu e, destarte, deixa de ser uno com o todo, e passa à trágica condição do indivíduo, que sofre, erra, ama,vive, morre, e não recebe em correspondência o espelho do amor, em devolução justa à paixão que emite de si para  outro : alteridade, cuja tensão tem diferença entre s indivíduos envolvidos nela, pois o ser humano é um Narciso, macho ou fêmea ( epiceno)  que suicida-se ao afogar e si, na sua solidão basta,  individual, impossível de romper : a prisão da solidão : "Ecce homo", eis outro homem,  desconhecido da linguagem da ciência ou sem linguagem perceptível ainda nos primeiros vagidos de uma gutural nomenclara, pré-histórica, arqueológica, ou proto-histórica.
O processo de individuação é que traz a morte e, consequentemente,  à consciência da morte, porquanto a morte é para  o indivíduo, não para a natureza ou para o homem enquanto gênero e espécie. O homem enquanto espécie afronta milênios ou mais; entretanto o indivíduo mal passa de um breve momento, um interlúdio fosco. Esse processo de individuação ( que informa a alma do budismo, do  cristianismo, do induísmo, etc.), ocasiona todos os transtornos na vida do ser humano, que, diferentemente da erva daninha, o percebe, tem consciência da individuação e suas consequências fatais.
A doença nasce dessa compreensão e apreensão da realidade brutal, é uma regurgitação dos venenos consumidos vida fora : vida social de coadjuvante, que a maioria leva às costas e o consequente alcoolismo, tabagismo, alimentação deficiente, temperada no agrotóxico e hormônios, conservantes potentes, desamor, baixa estima; pouco dinheiro e poder pessoal, político, sócio-econômico ; miséria intelectual, dentre outros fatores ; portanto,  noventa por cento da doença de um indivíduo reside  e é criada pelo doente, que é o ser humano desperto e, evidentemente, levado e elevado à loucura ocasionada por este despertar búdico ou crístico ou nietzschiano ( o Buda ou Nietzsche na percepção do fenômeno dionisíaco, o Cristo, são alguns desses indivíduos perceptivos da realidade crua da individuação ), ou seja, o indivíduo ou o ente individual cuja  compreensão da realidade, que o fere de morte, desde o nascimento, torna-o um ser búdico ( iluminado, um Buda  ) ou dionisíaco ( selvagem ou natural, instintivo,  ou ingênuo, no linguajar de Nietzsche) ou crístico ( dominados pelo amor ágape de Cristo e São Francisco de Assis, dentre outros), este próprio indivíduo e mais ninguém nem nada fora dele, é o criador  de sua doença, ou, se  quiser,  o curandeiro ou médico ou xamã que se auto-cura, pois o corpo cura tudo, tem capacidade regenerativa e degenerativa, fato que a ciência não pode adivinhar, nem quer admitir,  ou ousar sonhar, mesmo porque apagaria parte da política de dependência social, o elo médico-paciente, farmácia-clientela, mestre-discípulo e outras formas sociais de dependência cômica, senão trágica ; os outros dez por cento da doença, que sobra,  é somente efeito colateral do doente, ou seja, a doença é somente esses dez por cento, o resto dos noventa por cento da doença é criação do doente, uma personagem trágico-cômica entre os médicos. Tais efeitos colaterais são produzidos pelo doente, drogas de farmácia, médicos, iatrogenia, alcoolismo, tabagismo, vários tipos de envenenamento efetivo ou metafórico, etc..
Estes indivíduos que vivem essa paixão que representam em si e para os outros, são, enquanto indivíduos cônscios ou inconscientes de suas mazelas representadas e sua paixão ( doença) , em geral, são seres humanos  despertos repentinamente por algum sofrimento insuportável, uma guinada radical na vida que o abalou completamente há alguns anos e que depois tem que ser regurgitada como doença, no vômito social, a fim de evitar a morte prematura. A doença é a própria cura perpetrada pelo corpo, cujo fito é responder aos processos de infelicidade que envenenaram o organismo durante a grande tribulação  e somente acontece depois que passa à "grande tribulação" que assola o solitário e abandonado indivíduo, entregue à sua própria sorte, mormente quando a sociedade ( família, empresa, igreja...) podem prescindir de sua existência ou esta se torna um peso ; enfim, o estado em que se lança o corpo do indivíduo para se salvar da morte certa,  da doença levada a cabo pelo indivíduo, na forma de neurose ou de química do corpo, é uma reação natural e sábia do indivíduo  que  percebeu o desamparo a a solidão inenarrável a que está sujeito, a precariedade da vida,  pois todo indivíduo é, antes de tudo,  uma personagem de tragédia escrita e representada por ele, indivíduo, ente mortal, como Sócrates no silogismo, o ser humano que se vê , de chofre,  nu, expulso do seu meio, sem nicho,  em meio a intempérie assustadora, a qual sopra a zarabatana envenenada de morte aos quatro ventos, nas ventas dos cavaleiros do apocalipse diuturno e nos foles dos pulmões do moribundo.
Noventa por cento percentual da doença é fabricado pelo doente, seu cérebro, sua mente e sua vida pregressa e atual, que ele rejeita ( rejeição, repulsa ) ; os outros dez por cento percentuais são efeitos colaterais : médicos, drogas, química a formular ou reformular a matéria ferida pela mente do indivíduo. Essa conclusão velada, por assim dizer, está implícita no budismo pela doutrina do induísmo ( reencarnação, ou seja, retorno das ervas nas sementes : o vegetal é a vida ou a alma da vida que anima a planta, o animal, o homem e tudo o que possui vida ), na doutrina do eterno retorno de Nietzsche, no cristianismo com a ressurreição, que não passa de uma evocação óbvia da primavera : o fim do degelo, o apagar a lareira. A Seicho-no-ie exprime , de forma explícita,  a doutrina hinduísta-budista e cristã, quando fala da perfeição universal, na qual se reconhece a unidade e se demonstra a dor da ser dilacerado em indivíduo, ou seja, na união com Deus, que é a única salvação do indivíduo e do processo de individuação, que ocasiona tanto mal e degeneração no mundo estribado na individuação : o mundo infeliz de Sagreu, o indivíduo trágico em Nietzsche.
A ciência e a religião são mitos temporais, ou linguagens para confirmar ou verificar, dar crédito ou credibilidade a mitos; a poesia oculta nas equações ( expressões de linguagens ) fala de Deus e expõe a mitolologia de todos os Hesíodos periódicos, em tabelas mensuráveis. Podem ser ponderados, pesados na razão. A filosofia é a única forma de fuga e criticismo do mito, mas por isso mesmo é um instrumento detestável, deplorável, eivado das superstições e preconceitos, bem como contexto sujo, de seus feitores e autores. Torna-se, destarte, algo inútil, pedante, kantiano, fossilizado no diálogo escrito dos filósofos de todos os tempos, que discutem hoje ( agora!) todos os tempos e sempre o farão, enquanto houver língua e homem.

domingo, 24 de junho de 2012

FLAGELO - dicionário wikcionário etimologia etimo verbete enciclopédico enciclopédia delta glossário lexicografia

2007KawasakiNinjaZX6R-001.jpg
A luz matinal
quase dilucular
a coar-se ( escoar )
entre os interstícios das folhas
de algumas árvores e arbustos
as quais enxuga com toalha
tecida no altiplano solar
ou platô...:
- é o primeiro respingo de manhã!
no céu em fogo
discutindo o dilúculo ainda
ao viajar na carruagem de fogo
descrita crível na toada do profeta
hebraico
aos gritos histéricos
em grande clamor
que faz tremer a terra ( terremoto! )
que o indivíduo tem assentada por dentro da alma ( sopro de oboé )
e de pedaços de espírito ( outro sopro de ventania para oboísta tocar
com sutil fôlego )
ou em barco
sem vela com vela de estrela padrão ( cefeidas )
pelos céus do Egito dos faraós
e posteriormente
ou quiçá no mesmo plano de história-mito
( desprezando a cronologia )
com o barqueiro Caronte
cobrando o óbolo ou danake
( moedas da antiga Grécia )
preço pago para o morto poder atravessar as águas do rio Estige
e do rio Aqueronte
afluente do rio Styx
oriundo do mundo dos mortos

Todavia havia a fuga pela planície dos Narcisos
( havia ou há ( e há de fato ou de direito!) ...:
ou hão-de haver
uma população "polpuda" de Narcisos perdidos nela?!... )
e o mergulho na corrente ou torrente do esquecimento
no rio Lete
que se localizava no Hades
aonde bebiam ou tocavam os mortos
a fim de olvidar a vida pregressa
( rio de vodka ou cerveja?!, esse Lethe )
ao bebericar gota a gota
em conta-gotas
até o esquecimento
antípoda da alétheia
que significa verdade ou realidade ou desvelamento
em grego vetusto
Entretanto, havia outra água clara
inodora e incolor ao espelho para narciso do lápis de cor
a qual, outrossim,
se dava de beber ( e ainda bebemo-la
em opção à vodka clara ou a cerveja amarelada )
originária do lençol d'água de outro rio subterrâneo
outro lençol freático ou aquífero
- que descendia e desce decente e mineral
do rio Mnemósine
que tudo fazia recordar
e levava o bebedor à onisciência
no desvelamento
do filósofo e dos deuses e dos poetas
criador dos deuses e anjo
que sopra a inspiração nas narinas do filósofo
em consonância com o ensinamento secreto das religiões esotéricas
que faz ouvir sem ouvidos
o toque do oboé silente e invisível
que vem de dentro do oboísta sem oboé ou melodia
- ritmo que seja!
ou não seja
na harmonia do contraponto
no caminho da fuga de José para o Egito
pelo deserto
no qual todo indivíduo se retira
por um tempo de vida eremita
pára amadurecer ou chegar ao amarelo solar
do fruto no pensamento
com gusanos como alma moventes
dançantes
que morrem quando expostos
ao fogo do sol matinal
e deixam prosperar o fruto
que será a fruta
quando levada às enzimas à boca pequena
ou grande como o deserto
(Não estaria rio Lete nos Campos Elísios,
consoante algumas versões rezavam?! )

A aurora é o primeiro fogo solar
o primeiro motor a ligar a luz
( conforme Aristóteles em frase armada há milênios na escrita )
- e a respirar luz ( um ar imaginário em Lúcifer )
como se fora  uma motocicleta Kawasaki Ninja
em grande velocidade
a sugar o ar das narinas do anjo
e encher seu motor
que se nutre e "vive" de ar
- ar que é sua alma
sua atmosfera  

Kawasaki-ZZR1400 2007TMCS.jpg
( O motor de uma motocicleta Kawasaki Ninja
é um pulmão para a vida
e um fole para a música
de sanfona
acordeão
ou instrumento de sopro ;
fagote clarinete trompa flauta
flautim ou "piccolo"
No motor e com o torque do motor
fazemos de tudo para fugir da morte
em alta velocidade
e refazendo a respiração do anjo
que é o homem a caminho
o andarilho por trilhas
A motocicleta respira o anjo
antes dele inspirar
antes dele soprar
o oboé em Lá )

O anjo não sopra seu sopro musical
para tocar a sensibilidade
através dos dedos longos em senóides
que um oboé vem a inspirar
( e posteriormente expirar
cessando o movimento da onda senoidal )
no nariz de uma motocicleta com cariz
tal qual faz com o homem
quando alienado no oboísta
na orquestra sinfônica ou filarmônica
ou no deserto de Atacama
que ataca cada um
em determinados momentos intensos )
No soprar da motocicleta veloz
se dá o contrário quadrado
quadrático
em raiz quadrado do conhecimento ( linguagem)
e enquadrado assim :
- é a motocicleta que inspira
o ar nos foles do anjo
antes do anjo ter a chance de vir-a-ser
e soprar seu oboé no motor Otto
enquanto primeiro oboísta dado no imaginário :
- um latifúndio sem fundo mental
a soprar vida em terra metálica
ou terra industrializada no metal
da fábrica da Kawasaki
com cor no matiz  verde-limão à carenagem :
é essa motocicleta que sopra a vida no nariz do anjo
que enche o pulmão
e o fole de música e vida
- que é mais que Musa ou Música!
Aqui o anjo muda a direção vetorial do sopro vital
ao soprar no anjo morto
decaído entre as folhas do outono amarelo 
um ar
que já se transformou em fumaça
- que o anjo natimorto fuma

A motocicleta vem tracionar
uma vida ao oposto
que se enceta com a morte
e é soprada pelo pistão
- novo arranjo de anjo
para banjo
com "Fiat lux"
de latim em vulgata
na faísca da ignição
que recria o universo
em colônia
numa cultura
que faz falar a técnica
- dá "logos" ( lógica) à técnica
na tecnologia
que diz o "logos"
nos verbos da língua e das matemáticas
e álgebras filosofantes
a erigir uma geometria própria
ao esquecimento de Euclides
( a geometria complexa dos arabescos 
que empreendem a saga de sabedoria 
e beleza do corão ) 
Montado sobre este cavalo-força
ou de força bruta
de elmo-capacete
cavalga  célere um cavaleiro medieval
um cavaleiro templário
um cavaleiro do apocalipse
um piloto de motocicleta
- enfim, todos em mixórdia contextual
em Dom Quixote de La Mancha!
a galopar sobre a cela do rocim!
- todos estratificados numa camada contextual da história
arqueologia
separados em estratos
mas paradoxalmente juntos
unidos em um
num ser perfeito
que carrega a história no alforge
- todos eles unidos pela intersecção  intercontextual
que os fazem muitos
e o mesmo cavaleiro
a buscar o Santo Graal
ou a Vitória alada
-(de Samotrácia!!! )
ou o que seja
que Dom Quixote buscava incessantemente
irracionalmente
- na busca de todo indivíduo
"inindividuado"
comunitário
nos cavaleiros
que se mesclam
em um ser eclético
ao gosto de Hegel e Marx 
filósofos do ecletismo sintético
da indústria do pensamento
- indústria de rouco e  ronco de silêncio 
com diálogo de violino e piano em pianíssimo
sob sono e sonho
e solitude de aranhas e moscas
em suas teias de aranhas sujas
- pesadas nos grânulos flutuantes de poeira
que a respiração dos anjos trazem
dos longos anos de vida
desses longânimos seres
feitos da mesma matéria-metafísica dos cavaleiros
que por aqui passaram
por fim no piloto de uma Kawasaki Ninja
na limonada e no limão em cor matizada

( Estes  são singelos apontamentos
para um anjo respirado
ou aspirado
interceptando o vento ( velho moinho)
antes de chegar às ventas do anjo
antes da sístole e diástole
através da respiração do motor
turbo ou turbo-compressor
- um artefato nato-cultural :
com origem no motor Otto
inspirado no amor do oboísta
que toca o oboé baixo em Dó
para o anjo quedo
junto ao outono escrito
no chão rodado pelas folhas descaídas
( o outono é o anjo decaído
face em folha amarela-letárgica )
- outono desenhado em norma para geometria ou álgebra
geoglifado-hieroglifado em signo amarelo
ao rés-do-chão com símbolo em letargia
com folhas ou flores em decomposição amarelo-letárgico
de plantas decíduas
que desceram com o anjo
para o qual sopra em silêncio sepulcral
um oboé "d'amore" em Lá
e responde
em responso
outro oboé "piccolo" em Fá...
Sopra, ó oboé barítono! :
- sopra a alma na fase outonal de Vivaldi 
também no pistão de uma Kawasaki Ninja! 
- motocicleta que passa por dentro do verde limão 
e adentra o limoeiro inteiro
tirando tinta da clorofila
via folha verde
tocada pelo violinista verde
que a pinta com dedos na cor verde do limão folheado 
em  cordas e baqueta
espargida pelo som do violino
( um Stradivarius executado por um virtuose definitivo)
mas não passa pela flor branca
que furta e barra a cor banhada no limão 
 na barra da alva 
que se levanta ao levante  
 clamando por abelhas e colibris
no feromônio posto no aroma que exala      
ao sugar todo o fôlego do anjo
que cai por terra na folha e flor amarela    
morto em trevas despedaçadas da cor do limão
ao rés-do-chão em tom fatal de outono    
numa febre amarela pendida do verde 
queda na queda 
sem pára-queda ou parapente)    

O homem em sua saga
é um cavaleiro verde-limão
montado sobre um cavalo huno
ou uma Kawasaki Ninja      
uno ao cavalo e à motocicleta
como um Huno
bárbaro
" o flagelo de Deus"
- um centauro a cavaleiro da alva
já em barras no céu azeviche  
no lusco-fusco do dilúculo 
( O homem, o uno, o Huno,
o uno com o Huno
uno com cavalo
e sendo assim uno
homem e  cavalo
no huno
é o centauro em ato
agora uno huno
com a Kawasaki Ninja
cavalo cultural
artefato da engenharia )
                      
 Ficheiro:Kawasaki Ninja 250R 2007TMS.jpg POST SCRIPTUM : A Kawasaki ( Kawasaki Heavy industries, é uma companhia internacional, com sede em Kobe, no Japão, unidades em Minato e Tóquio, respectivamente, que fabrica equipamentos de transportes :aeronaves, navios tratores, trens, robôs, dentre outros.    
Não obstante, o que tornou a Kawasaki famosa no mundo inteiro foram as motocicletas ou motos Kawasaki, mormente a Kawasaki Ninja, cuja fama atravessou fronteiras inimagináveis, superou espectativas, conquistou o espírito humano de Alexandre, o  Grande, ou o Alexandre Magno, debruçado sobre um cavalo, o Alexandre interiorizado, o qual sobrevive intacto dentro de cada indivíduo, no anfiteatro escavado pela arqueologia e arqueólogo que cada indivíduo é, na sua alienação, ou foi um dia, sem se alienar, dentro da garrafa com o líquido amniótico do sonho ou da loucura incurável, crônica ( Alexandre, o Grande, Magno, é um monumento á paranóia, á megalomania, assim como o é o artista que há no homem, oculto no indivíduo, sob a face de um Salvador Dali, Picasso, que, outrossim é cada indivíduo humano; enfim, fora, pela via da  alienação do pensamento e da profissão ou do homem posto no mundo enquanto ser : ser de cultura, do verbo, do "logos", explorado tecnicamente pelo conceito filosófico,  desde Hegel e o excelso filósofo e pensador Karl Marx, que revolucionou ou evolucionou, a forma de pensar e de penetrar na mente humana através da fenomenologia expressa e expulsa de seu interior nos próprios atos do ser humano,  enquanto ser individuado, que anseia pela alienação de seu esprito no mundo enquanto pensamento filosófico, artístico, científico ou técnico, no caso da engenharia e das invenções que essa "técnica" ou tecnologia do pensar e do fazer  tal qual faz o engenheiro, com a linguagem
( ciência) da física pelos signos e símbolos matemáticos, do mesmo modo, ou de modo similar, ao que realiza o senhor da primeira linguagem, ou ciência, que é  poeta, em sua técnica simples e direta, que lê e, posteriormente escreve ou glifa e grafa em desenhos, esboços, conceitos para palavras e geometrias, que especulam, destarte, o homem ( primeira ciência separada da religião ou filosofia embrionária); contudo, em contraposição ou contraponto ao poeta das letras, da literatura, na engenharia a literatura leva a outros caminhos, às veredas aonde são postos os artefatos, objetos do fazer do engenheiro ( objetos do engenho) e das linguagens sociais e psicológicas, as quais grassam na antropologia, enquanto etnografia e etnologia e sociologia, bem como a psicanálise e outros instrumentos que deram ocasião ao pensamento atual, que muda completamente depois da ciência ou linguagem com a tratam Freud e Jung, cujos predecessores foram Nietzsche, Shopenhauer, com posterior desenvolvimento dado por Marx e o tronco filosófico-científico que medra na linguagem pós-marxiana, que pode ser lido e percebido na literatura dos antropologistas e outros psico-sábios ou psico-eruditos e sócio-sábios ou sócio-eruditos não envolvidos com política completamente, pois sempre se está sob  o óbolo de Cesar e ter que dar a César o que é dele, por força.Contra essa força bruta, estribada no direito à toda força brutal,não há opção, senão entre as masmorras, o ostracismo, o cadafalso ou a fogueira da inquisição como os juízes, desembargadores e ministros e mais : médicos, psiquiatras, todos policiais, pois todo estado e a política é polícia e policial, como o queria Michel Foucault em seu pesadelo do real.
A Kawasaki Ninha, conquanto tenha sido criada para abrir o sonho em potência nas multidões alvoroçadas, uma vez que a motocicleta tem a capacidade de aglutinar, amealhar emoções e individuações que os demais produtos da empresa não têm, e não tinham à época, por serem produtos sem o charme de um moto que acaba sob o comando de qualquer indivíduo, que a pode pilotar, caso que não se dá com o avião e outros artefatos complexos e de difícil acesso à maioria ou multidão faminta de sonhos, mormente por causa das corridas e, quiçá, porque a motocicleta tem muito do cavalo ( é um cavalo a vapor, por assim dizer, um cavalo, um alazão ou baio filho do do homem, objeto e representação imediata e presente em cada esquina ou garagem, da engenhosidade do ser humano , inclusive nas corridas de moto velocidade, cuja predecessora eram de fato e de direito as corridas de cavalos em hipódromos.
De mais a mais, na motocicleta a força motriz é mensurada por cavalos ( HP, na sigla para  a língua inglesa, o inglês, e Cavalo vapor ( CV) nas línguas neolatinas, onde a paixão parece ser maior, embora, de fato, não o seja.
CV, é sigla, (ou siglema?), cujo significado óbvio é Cavalo-Vapor ou Cavalo-Força, locução que une indústria ( produção de artefatos ) e natureza, posta no cavalo, ente natural ou "in natura" ( na natureza ou ao natural ), como melhor dizia ou exprimia a língua quando em latim. Esses cavalos exprimem ou mensuram a quantidade de imaginários, metafóricos, alegóricos cavalos em força, os quais dão o empuxo ao motor no automóvel, como os cavalos naturais o faziam com as carruagens, de sonhos londrinos ou de uma Londres onírica em Sherlock Holmes, personagem de Conan Doyle, carruagens luxuosas que sã os carros do primeiro tempo historial da indústria humana do transporte.
A força ninja que vem do Japão e, como o bárbaro Huno, em outro sentido da palavra "bárbaro", conquista o mundo montado, na posição do centauro. O vocábulo "Huno", nome daquele célebre povo "bárbaro" e requintado, que teria sido conduzido por Átila, o huno,  teria originado a palavra para a nação húngara, estaria na onomástica de Hungria, a terra, o país, a pátria?!, ou esse pensar é  ocioso demais, como é do feitio primevo de todo pensamento, que, não obstante, do ócio criou toda a linguagem para religião, arte, ciência e  técnica na engenharia, na química, na física, na biologia, enfim, todas formas de engenharia com linguagem que encaixam-se no objeto focado, pensado, agarrado e transformado pelas mãos e mente, em dois movimentos : o matemático ou abstrato e o técnico ou manual, hoje em automação.
Sua velocidade ( das motos em questão)  depende da cilindrada.Neste sentido são classificadas em duas categorias : motociclos e ciclomotores, conforme a cilindrada permita realizar uma maior ou menor velocidade.Trata-se de potência ou potencial, conforme o caso e o piloto que pode tirar da potência toda um potencial impensado na lacuna da engenharia, que é preenchida pela interação entre o projetista, o engenheiro, o mecânico, o piloto e também o gerente e demais membros da equipe. Uma motocicleta não é só uma moto, mas a conquista de uma equipe coesa. A coesão e a coerência é que torna a equipe poderosa ou um fracasso iminente. 
OBSERVAÇÃO : A Kawasaki, sendo uma moto ( ou mota ou motocicleta) esportiva, participa de campeonatos, tais quais : Superbike, Motocross, Rali, Supermoto, Moto GP, etc., quer sejam essas competições locais, regionais ou mundiais.
Tipos de motocicleta, quer sejam Kawasaki ou não : Bobber, Gran-turismo, Custom, Chopper, esportiva, Fun Bike, Hiper Sport, Maxi-Trail, Minimotos ou Pocketbikes, Naked, Off-road, Scootgers, Side Car,  Street, Streetfigter, Supermotard, Underbone, Wheelie.   Motocicletas representam em série o desejo de muitos, principalmente no que se refere à performance.  
Vide taxonomia, taxionomia, nomenclatura binomial, terminologia científica dicionário científico, botânica, biologia, zoologia, entomologia,lexicografia, verbete, glossário, wikcionário, dicionário, etc., bem como Kawasaki : biografia, historiografia, historiologia, história, síndrome, cidade, motocicleta, onomástica, dicionário onomástico, verbete, enciclopédia delta, dicionário wikcionário, glossário, lexicografia indústria.Este nome atua em vários, vida obra, pintor , artista espanhol, escultor, surrealismo, surrealista.

sábado, 16 de junho de 2012

TANGENTE - dicionário wikcionário etimologia etimo glossário lexicografia verbete enciclopédico wik dicionário enciclopédia delta

Esta vida é um caminho
que não dá em lugar algum
- estrada com abrupto fim
inacabado fim na palheta
do pintor Vincent Van Gogh
que pára o caminho
antes do meio do caminho 
( dantes Dante e pós-Drummond )
meado-meada antes de finalizar
o novelo aonde e sobre o qual caminho
mas que deixa de se caminhar
solitariamente
( não solidariamente )
e fica sem peregrinar
a pervagar enquanto caminho
que prescinde de topógrafo errabundo
e até de mim 
que não sou o caminho
porém o caminhar, o caminhante
e o caminheiro em jornada
- isso quase sou a caminho 
( O caminho é outro ser 
que não anima o homem
nem passa por dentro dele
tal qual um rododendro 
ente ao levante
 O rododendro 
outro ser 
já jaz por dentro 
na estufa do símbolo e dos signos
que se arrastam em serpentes 
a serpentear riachos lassos )
Sou só o andarilho solitário
pisando a solitude nos campos
 metido em capa de biógrafo de artista
brandindo uma paraplégica ou tetraplégica biografia...:
( A biografia não repõe o ser em bioma
nem tampouco o devolve aos corvos
depois que se revolve
no pó do anjo de queixo caído
em nocaute definitivo )


Um trigal com corvos

caminho por onde caminha Vincent Van Gogh
no  ser que continua a ser
Vereda sem buritis
cujo fim nem é fim
pois termina abruptamente
fechando-se em si mesmo
numa chave de traços herméticos
numa clave de sol
que o encima
sem pé que possa alcançá-lo
caminhá-lo
sentí-lo no quilo
( Caminho que caminho 
por ínvio caminho
sem pé ou escabelo
com o cabelo da noite às espáduas
em longas madeixas cor-de-ameixas
nigérrimas
- sob a Cabeleira de Berenice
e uma Medusa desgrenhada
em bruxa ou górgona )

Um caminho pelas entranhas da pinacoteca
leva à uma igreja
que o artista em seu fetiche
ou fetichismo
abriu no espaço criado
( espaço de credo do poeta
ali em furta-cores de arco-íris de Osíris
divindade mais egiptológica
que mitológica
ou egípcia  )
na "ermida" em verde que não abre porta
e sim o sol 
o guarda-sol ( guarda-ser )
só para o verde vivaz ou mortiço
verde-primaz
em diálogo com outros colores
"Capela" torta
tortuosa
atribulada por padres
frades que sejam!
( que sejam mas que não é! 
não são na santidade do santarrão
fanfarrão parlapatão
a parlar n púlpito )
Santuário sem portal
sem portada 
sem frontão
( aonde vai uma mulher às espáduas
rumo ao anil que se aninha dentro das janelas
gravosas ou livres!?... )
Sem vão de entrada
( bizarras entranhas estranhas
patranhas, manhas artimanhas... )
empareda e presa em si
num anel
anelada
no anelo
que irrompe da arte de Vincent Van Gogh
que deu de ombros para este mundo sórdido
depredado
dilapidado pela vanidade
( hospedeira no homem )
lapidado na lápide
pelas flores-em-versos medonhos
do poeta morto-triste
- outro Maiakoviski suicida
este Vincent Van Gogh
caminho do suicídio
( Basta a basta pinacoteca do artista holandês
para compreender
que o caminho se finda
ao suicidar-se
o homem que há no caminho
que passa no caminho
que faz o caminho
com o caminhar
Que o caminho anda junto com o caminhar
e ambos e tornam pétreos de chofre
não se sabe se no meio
do caminho da mula
ou de um era geológica
ou ainda de uma lógica
que guia o poema-batel ao mar de escolhos
( o batel a bater no arrecife! 
sem Cabral
João Cabral 
ou baía Cabrália )
Caminho pedregoso
que outrossim ou outro-não
se emperra no fim
que o autor lhe outorga
Enfim, nos confins
porque fim não há
na obra do gênio meteórico
emancipada da escatologia cristã-aristotélica
patética
poética
obra de ética
e noética
do filósofo
que inspirou a alma
( soprou a alma
como uma bolha de sabão
do oboé que tocava )
- a alma dos finais felizes!
comuníssima nos filmes felizes
e desventurados de Hollywood
e adjacências não infensas
ao poder do mito da felicidade
que engloba em si ( emaranhados )
todos os outros mitos abstratos
derivados da filosofia de Aristóteles
ou do melhor fim possível
imaginariamente ou literariamente
para o ser humano
- este indigente que somos!
- a sonhar ser
o melhor e mais feliz dos finais
como Aristóteles o foi
para a filosofia
que foi um instante breve
encetado por Sócrates
e consumado por Aristóteles
que dirige em pensamento
a cultura e a história
até os dias atuais
- dias e noites dentro do homem
que são atores ( dos dias!)
e atrizes, as noites e madrugadas,
do ultimo filósofo grego
do único trio de filósofos
que a cultura produziu no mundo inteiro
de europeu a autóctones )

Ainda errando pela tangente do caminho
pode-se suscitar a tese magra ou gorda
com seu corolário em um escólio
de que não há caminho concluso
ou em conclusão
senão até um ponto
( o ponto x-tudo ou x-nada ou x-9
de Euclides de Alexandria
e de Mégara )
- ponto incógnito antes do horizonte
fechar os olhos
( como se o horizonte fosse a Bela adormecida num bosquejo de bosque! )
- olhos negros com enormes cílios de noite
- noite banhada no betume da deusa Nix
e na luz estelar
a devassar a intimidade do lar
e o azul-verde-violinista do mar
( Por íngreme caminho caminho
- caminho eu
e  vou envolto no vulto da noite
embuçado
em contraponto ou contrapondo-me
ao ponto de Euclides
não obstante estar sempre  bailando
saltitando
equilibrando-me
sobre o menor segmento de reta
que resta
na régua
antes do fim do caminho
e do término do caminhar
do caminheiro
que sou sem caminhão
para rododendro de rodovia 
de via
- quase Ápia
ou harpia
que não pia
nem pia é
batismal
ou Maria
que espia o dia
- espiã! :
espiã russa
- a espiã que abalou
ou abaulou
a testa abaulada
de um espião soviético
no tempo glacial
da guerra fria
e cinza-flor
ou cinza-amor
no cinzel  )

O ser de Vincent Van Gogh
ficou todo em traços geométricos
mas em uma geometria em fuga de Euclides
( de Euclides a Bach há um cravo bem temperado! )
em contraponto de um Descartes montado em corpo de  parábolas
arremessado nas cores cambiantes
detrás das quais se plantam
moinhos de vento
de um Dom Quixote desvairado
alucinado
preso na malha dos caminhos hermético-escatológicos
que travam os passos
- os derradeiros passos
para a cruz
e de encontro às crucíferas ao rás-do-chão
- crucíferas crucificadas ao rés-do-chão
enquanto o céu jejua
na rota do anil roto
de déu-em-déu
bate asas ao léu
sem caminhos cortados
ou tracejados no fumo do jato
nublando o branco
dos olhos azuis
verdes herbáceos
castanhos de estanho
ou negros sem caminhos na noite
ou na pinacoteca de Joan Miró
que mira a noite
com outro  ser
que já não é Vincent Van Gogh
mas uma alternativa de caminho
frustrado por fora
porém lavrado por dentro
do ser enquanto esteve em erva daninha
espargindo a vida
- toda a vida!
no verdor dos anos de sua clorofila
na fila
da vila
- vila enclavada na aldeia abandonada às teias de aranha

( a aranha arranha o espaço com seu tear )
protegida na redoma da imaginação
de cada indivíduo que se ama por dentro
( num rododendro rodopiando 
- se e quando rodopiante 
nas hastes da taxionomia, taxonomia nomenclatura, botânica...)
e por fora nas táticas e estratégias
- fortalezas construídas na virtude
para se defender de um mundo escravocrata
camuflado de democrata
- em processo de demôniocracia idiossincrática
mercê os idiotismos
que faz a língua única no se dizer
ou imaginar que se diz
no desdiz da cicatriz 
por onde entra e sai
no vaivém de um rododendro ( "Rhododendron campanulatum" )
ou de dois mil rododendros ( "Rhododentron indicum" )
que invadem a tez 
plantam-se na pele e nas vísceras
como árvore da vida 
e na mente humana
como árvore do conhecimento
para além do bem e do mal
consoante toca Nietzsche
em sua alma de oboé 
dionisíaco-ditirâmbico
( coro de faunos e sátiros
na tangente para o satírico )

sexta-feira, 15 de junho de 2012

COROLÁRIO - dicionário wikcionário etimologia etimo verbete enciclopédico lexicografia glossário wik dicionário de filosofia filosófico onomástico enciclopédia delta

Esta vida é um caminho
que não dá em lugar algum
- estrada com abrupto fim
inacabado fim na palheta
do pintor Vincent Van Gogh
que pára o caminho
antes do meio do caminho
meada antes de finalizar
o novelo do caminho
que deixa de caminhar
fica sem peregrinar
sem pervagar
sem topógrafo errabundo
metido no biógrafo do artista
( A biografia não repõe o ser em bioma
nem tampouco o devolve aos corvos
depois que se revolve
no pó do anjo de queixo caído
em nocaute definitivo )


Um trigal com corvos

caminho por onde caminha Vincent Van Gogh
no  ser que continua a ser
Vereda sem buritis
cujo fim nem é fim
pois termina abruptamente
fechando-se em si mesmo
numa chave de traços herméticos
numa clave de sol
que o encima
sem pé que possa alcançá-lo
caminhá-lo
sentí-lo no quilo
( caminho por ínvio caminho
sem pé ou escabelo
com o cabelo da noite às costas
em longas madeixas cor-de-ameixas
nigérrimas
sob a Cabeleira de Berenice
e uma Medusa desgrenhada
em bruxa ou górgona )

Um caminho pelas entranhas da pinacoteca
leva à uma igreja
que o artista em seu fetiche
ou fetichismo
abriu no espaço criado
( espaço de credo do poeta
ali em furta-cores de arco-íris de Osíris
divindade mais egiptológica
que mitológica
ou egípcia  )
na "ermida" em verde que não abre porta
e sim p sol só para o verde vivaz ou mortiço
verde-primaz
em diálogo com outros colores
"Capela" torta
tortuosa
atribulada por padres
frades que sejam!
( que sejam mas que não é! )
Santuário sem portal
sem portada
( aonde vai uma mulher às espáduas
rumo ao anil que se aninha dentro das janelas
gravosas ou livres!?... )
Sem vão de entrada
( bizarras entranhas estranhas
patranhas... )
empareda e presa em si
num anel
anelada
no anelo
que irrompe da arte de Vincent Van Gogh
que deu de ombros para este mundo sórdido
depredado
dilapidado pela vanidade
( hospedeira no homem )
lapidado na lápide
pelas flores-em-versos medonhos
do poeta morto-triste
- outro Maiakoviski suicida
este Vincent Van Gogh
caminho do suicídio
( Basta a basta pinacoteca do artista holandês
para compreender
que o caminho se finda
ao suicidar-se
o homem que há no caminho
que passa no caminho
que faz o caminho
com o caminhar
Que o caminho anda junto com o caminhar
e ambos e tornam pétreos de chofre
não se sabe se no meio
do caminho da mula
ou de um era geológica
ou ainda de uma lógica
que guia o poema-batel ao mar de escolhos
( o batel a bater no arrecife! )
Caminho pedregoso
que outrossim ou outro não
se emperra no fim
que o autor lhe outorga
Enfim, nos confins
porque fim não há
na obra do gênio meteórico
emancipada da escatologia cristã-aristotélica
patética
poética
obra de ética
e noética
do filósofo
que inspirou a alma
( soprou a alma
como uma bolha de sabão
do oboé que tocava )
- a alma dos finais felizes!
comuníssima nos filmes felizes
e desventurados de Hollywood
e adjacências não infensas
ao poder do mito da felicidade
que engloba em si ( emaranhados )
todos os outros mitos abstratos
derivados da filosofia de Aristóteles
ou do melhor fim possível
imaginariamente ou literariamente
para o ser humano
- este indigente que somos!
- a sonhar ser
o melhor e mais feliz dos finais
como Aristóteles o foi
para a filosofia
que foi um instante breve
encetado por Sócrates
e consumado por Aristóteles
que dirige em pensamento
a cultura e a história
até os dias atuais
- dias e noites dentro do homem
que são atores ( dos dias!)
e atrizes, as noites e madrugadas,
do ultimo filósofo grego
do único trio de filósofos
que a cultura produziu no mundo inteiro
de europeu a autóctones )

Ainda errando pela tangente do caminho
pode-se suscitar a tese magra ou gorda
com seu corolário em um escólio
de que não há caminho concluso
ou em conclusão
senão até um ponto
( o ponto x-tudo ou x-nada ou x-9
de Euclides de Alexandria
e de Mégara )
- ponto incógnito antes do horizonte
fechar os olhos
( como se o horizonte fosse a Bela adormecida num bosquejo de bosque! )
- olhos negros com enormes cílios de noite
- noite banhada no betume da deusa Nix
e na luz estelar
a devassar a intimidade do lar
e o azul-verde-violinista do mar
( Por íngreme caminho caminho
- caminho eu
e  vou envolto no vulto da noite
embuçado
em contraponto ou contrapondo-me
ao ponto de Euclides
não obstante estar sempre  bailando
saltitando
equilibrando-me
sobre o menor segmento de reta
que resta
na régua
antes do fim do caminho
e do término do caminhar
do caminheiro
que sou sem caminhão
para rododendro de via
- quase Ápia
ou harpia
que não pia
nem pia é
batismal
ou Maria
que espia o dia
- espiã! :
espiã russa
- a espiã que abalou
ou abaulou
a testa abaulada
de um espião soviético
no tempo glacial
da guerra fria
e cinza-flor
ou cinza-amor
no cinzel  )

O ser de Vincent Van Gogh
ficou todo em traços geométricos
mas em uma geometria em fuga de Euclides
( de Euclides a Bach há um cravo bem temperado! )
em contraponto de um Descartes montado em corpo de  parábolas
arremessado nas cores cambiantes
detrás das quais se plantam
moinhos de vento
de um Dom Quixote desvairado
alucinado
preso na malha dos caminhos hermético-escatológicos
que travam os passos
- os derradeiros passos
para a cruz
e de encontro às crucíferas ao rás-do-chão
enquanto o céu
na rota do anil roto
de déu-em-déu
bate asas ao léu
sem caminhos cortados
ou tracejados no fumo do jato
nublando o branco
dos olhos azuis
verdes herbáceos
castanhos de estanho
ou negros sem caminhos na noite
ou na pinacoteca de Joan Miró
que mira a noite
com outro  ser
que já não é Vincent Van Gogh
mas uma alternativa de caminho
frustrado por fora
porém lavrado por dentro
do ser enquanto esteve em erva daninha
espargindo a vida
- toda a vida!
no verdor dos anos de sua clorofila
na fila
da vila
- vila enclavada na aldeia abandonada às teias de aranha
protegida na redoma da imaginação
de cada indivíduo que se ama por dentro
e por fora nas táticas e estratégias
- fortalezas construídas na virtude
para se defender de um mundo escravocrata
camuflado de democrata
- em processo de demôniocracia idiossincrática
mercê os idiotismos
que faz a língua única no se dizer
ou imaginar que se diz
no desdiz da cicatriz

quarta-feira, 13 de junho de 2012

DEBIQUE - - etimologia etimo verbete glossário lexicografia wikcionário wik dicionário onomástic filosófico enciclopédico terminologia




Os profissionais recém-formados gaguejam uma linguagem epocal da ciência que representam, ou são "compungidos" ( por outrem) a representar teatralmente, como caixeiros-viajantes num mundo virtual, virado em internet, em que, para viajar, vagar, pervagar a mar aberto, não há mister de se mover o pé do chinelo ( o pé-de-chinelo!, - com o chinelo...).
Estes tartamudos alegóricos, copiosos sofistas olvidados , com o simples tartamudeio da linguagem que veste a ciência na qual atuam, primeiro enquanto saltimbancos, mágicos e outros entes circenses, posteriormente, passado o noviciado,  enquanto médicos, engenheiros, físicos nucleares, químicos, linguístas, enfim, atores em ação ou em pesquisa, ou seja, aplicadores da ciência ( no caso do engenheiros, médicos, advogados...), da ciência, enquanto gnoseologia,  tratada e comunicada sob os vários corpos de linguagem que a trançam em códigos, às vezes quase secretos ou herméticos aos leigos, ou seja, enquanto trabalhadores especializados exercendo sua profissão  na indústria, no comércio, enfim, na praça (Ágora); ou como pesquisadores, cientistas, insulados nas universidades ou na solidão a que se retiram, ou são obrigados ou se obrigam a retirar devido a hostilidade do ambiente que , muitas vezes, enfrentam, mormente quando a linguagem que elabora não se coaduna com o que se fala na praça do mercado ( e o mercado é quem manda!, é o reino aonde está toda a política e comunicação social, ao menos na sociedade burguesa cujo  balbucio compreendemos e somos compungidos desde tenra idade ); estes noviços conquistam o mundo construído enquanto massa humana com um simples tartamudear a novidade da linguagem revestida num contexto epocalizado. Evocam a imagem socrática do sábio teórico, mas são apenas sofistas mal treinados em retórica
( noviciado!) gasta antes da época lida pela mole do edifício que constitui a massa humana do período político adventício. A mole humana!: Massa.Homens cimentados juntos, destituído da maior parte de sua individualidade. Gêmeos siameses, almas gêmeas e outras expressões que lembram essa engenharia ou reengenharia.
Na verdade, a ciência é esse falar de sofista, que Platão ( ou Sócrates?!) identifica no diálogo "Sofista", na sua leitura parcial, mas o filósofo dos "Diálogos" é um detrator dos sofistas e da sofística. Contudo, malgrado do que pensava Platão no "Sofista",
a ciência é a própria sofistica, o argumento posto em ação, a fim de provar o que expõe em hipótese. A hipótese é o caminho para a tese ou para preparar a antítese.
A ciência se funda na  lei ("nomos") e no "logos" ( discurso lógico - para ser redundante e enfático!), daí a identificação de lei (lex no latim) e "logos". A palavra léxico, tem, aparentemente,  no latim, alguma raiz comum com o mesmo vocábulo para lei : "lex". Ambas dizem ordenando, dando ordem, ou observando a ordem, ou cumprindo-a,  no sentido natural, ao ler a natureza, e no sentido social, quando a linguagem científica é jurídica, ordena os homens, povos, nações : norma no sistema de regras.Todavia, é árdua a tarefa de estabelecer as relações no tempo e no espaço, na cultura e nas interações as mais diversas que essas palavras têm no período de história que cobre, desde o rastro no som e na escrita, um período em língua, o qual vem do sânscrito, vai ao latim e chega às línguas romances, românicas ou no ecletismo que o tempo põe em mistura, mescla em pura mixórdia sem "preocupações" racionais ou irracionais nos demais idiomas que orbitam as neolatinas, ou que as línguas neolatinas orbitam no entorno, consoante o ponto de vista do falante da língua em questão, seu centro linguístico, semântico, sintático.
A linguagem, que contém um percentual alto da ciência, é a arte a viabilizar o conhecimento científico enquanto ato de comunicação ( ato comum, oferecido à comunidade). A ciência é mais essa arte de linguagem do que conhecimento no sentido estrito. Esta arte está espargida pelas linguagens que tracejam e grafam a geometria,  as matemáticas com equações literais
( equações essas que são poemas para outro "mundo" : o mundo lido, descrito e pensado enquanto espaço e tempo), a química com sua tabela periódica dos elementos e seus desenhos das ligações covalentes, iônicas... e  a física, etc. Outrossim, subsistem as linguagens das técnicas manuais e tecnológicas, na automação, e dos algoritmos.
Todas essas linguagens copiam cuidadosamente a linguagem ou linguagens da sabedoria, que está escrita com genes, ou seja, se escreve na prática, não separa prática e teoria, como é o caso da ciência, porquanto a linguagem natural, a sabedoria,  é a própria práxis ou a única práxis dada em natureza e não comunicada na linguagem humana dos signos e símbolos representativos da efetividade, mas não a efetividade, que está na sabedoria natural, porém não na cultural, de onde provem a ciência sob linguagens do homem, com práxis mínima e apartada da teoria do conhecimento.
O conhecimento ou ciência, em seu discurso, sempre fala com o leque de três opções mínimas, ou seja, utiliza-se da dialética e põe a questão como ser no sentido das três posições que o ser é no "logos", no discurso : tese, antítese e síntese. Com tal plasticidade de, ao dissertar, abordar, e ser, concomitantemente, as três posições, no mesmo momento e no mesmo espaço, vira o conhecimento ou ciência em monstro de três cabeças, chifres e olhos.O ser, na gnosiologia, se dá ou se afirma na tese, mas imediatamente e no mesmo espaço exíguo, se contradiz ou se anula na antítese e, por fim, com a mesma plasticidade de arte, junta as partes da tese e da antítese numa síntese, abrindo o leque ao eclético, o que é um contra senso e suscita anfibologias, bem como se tece na tenuidade levíssima dos conceitos, que são tão palpáveis quanto os átomos na tabela periódica dos elementos, que são átomos em determinados períodos e não mais o são em outros períodos, quando são outros átomos, com outro número atômico, ou assim é lida a tabela periódica dos elementos de Mendeleiv, mercê do que oferece a plasticidade da linguagem que serve ou sirva a ciência, mas talvez não da sabedoria que informa a vida, a natureza, que é real e não mental, intelectual. Neste buraco aberto pelo ser se cava a ciência enquanto linguagem e linguagem que sobrevive do contraditório no âmbito do princípio da identidade, que não pode ser idêntico neste linguajar obediente ao tempo e ao espaço.O princípio da identidade se transmuta em princípio do ecletismo que vigora na síntese. Aliás, na síntese está o segredo da arte, da indústria, da invenção e inventividade humana. Na síntese a linguagem ou linguagens tenta se equilibrar dos seus dizeres e des-dizeres, da contradição inerente à arte da linguagem; arte árdua.
Na Grécia antiga, os sofistas e a sofística, antes destes professores da arte da retórica, abordam o argumento como ato de conhecer e distorcer o conhecimento, de dizer o ser e não-ser no discurso, mesmo porque os sofistas e a sofística tinham o ser como inexistente, mas, com o argumentação, seria possível provar com a linguagem ou as linguagens tanto o argumento da tese quanto da antítese. Hegel, depois, pôs  o ser do "logos" na síntese. A prova fora da linguagem vigora na doutrina do empirismo que, por ser outra linguagem, não pode, de fato, mas somente de direito, como manda a ciência, normativamente, mas não realmente,  dialogar com a linguagem que quer a prova fora de si,ou fora do ambiente da linguagem onde ocorreu o argumento, a tese. Não há ponte de diálogo para essa prova científica ao perquirir a prova em outra linguagem  da ciência : elas não podem transferir a prova de uma para outra porque as linguagens não se encaixam, nem se comunicam, senão num limite da relatividade do universo : uma,  o empirismo, é doutrina que fala com signos e símbolos naturais : mais sinais que signos; a outra, a linguagem falada, escrita na literatura, expressa nas matemáticas, que é linguajar de homens se comunicando, não se entende, nem se traduz, nem tampouco se pode transcrever em linguagem que não seja de signos e símbolos e sinais oriundos no transcurso do processo cognitivo do ser humano enquanto ser gnoseológico. Logo, a relatividade dada na relação fere de morte a prova, pois o que a linguagem para argumentar prova não é do mesmo universo de linguagem que o empirismo coloca : são linguagens que, com a relação, tem a parte intransponível e a parte que se comunica, mas não se tocam absolutamente, apenas no feixe infinito das relações.Esse abismo não ocorre na sabedoria porquanto a práxis é imediata, não rompe espaço ou tempo, não os separa em linguagens científicas.Não há prova em linguagens que não se podem comunicar, sofrer alteridade, que, nada mais é que recipocidade; a prova somente poderia ser possível dentro da linguagem que põe o argumento; entretanto, prova dentro da linguagem não é fácil, senão no âmbito matemático-filosófico, ao extrapolar fronteiras e fronteiriços.
A sofística e os sofistas introduzem o ceticismo no conhecimento, senão a descrença e o desprezo. Debique. O pensamento deles não leva à ciência ou tecnologia, utilizada na construção dos artefatos, mas tornam o homem livre de toda crença, inclusive do conhecimento humano e, consequentemente, emancipam-se da divindade, escarnecem o político e toda a sequência a que leva tal pensamento ousado e independente que vê na montagem do argumento a alienação do homem em filósofos e deuses, reis ou escravos, dentre outros papéis teatrais sociais, que descrevem  com o rito o mito em toda parte da cultura. Nietzsche é herdeiro dessa tradição.
Platão, ao contrário, espiona a sabedoria; daí seus pruridos místicos, suas crenças às vezes ingênuas, conquanto seu pensamento tenha construído uma ciência maior fundamentada na observação da natureza ( Physis) e do pensamento humano ou ser dado no "logos" ou na linguagem lógica. Kant é o maior expoente do platonismo-aristotélico.
A doutrina sofística dissolve o maniqueísmo, promove como governo a anarquia, expõe o niilismo inerente ao pensamento, escarnece a metafísica do ser ( ontologia), dentre outros corolários desse pensamento fecundo, eminentemente livre, que já traz em seu bojo as doutrinas de todas as filosofias, excepto a de Platão, que fica solitária. por outro lado, na doutrina de Platão e Aristóteles, a carga do bem é enfatizada ignorando a polaridade oposta ou não polarizando-a. É que o mestre Sócrates funda seu pensamento na virtude : o homem pode ser virtuoso, basta aprender a pensar... - com Sócrates! Nietzsche zomba dessa atitude unilateral, absoluta, que não vai nem além do bem e tampouco considera o mal polar. Otimismo exacerbado!, delirante, que informa o espírito da ciência teorética.
Antípoda da gnoseologia dos sofistas e da sofística que parte de um princípio similar ou precedente ao que Descartes retoma no "Cogito" ( Cogito, ergo sum" ou "peso; logo, existo", aonde se exprime a equação filosófica do ceticismo ), a gnosiologia de Sócrates, Platão e Aristóteles, na esteira daquela tradição de mestre para discípulo, contempla a sabedoria, que é divina
( natural ou em "physis") e despreza a destreza no discurso, conquanto os discursos de Platão apresentam muito do que se aprendeu da retórica de argumentação da sofística e com os sofistas. A escola socrática isolou a filosofia no caminho que vai de Sócrates, o primeiro mestre, passa por Platão e chega às culminâncias inimagináveis com Aristóteles, no fim da filosofia ou no fim proposto por aqueles três filósofos à filosofia,  que é obra exclusiva deles,  e não passa antes deles existirem,  pelo pensamento grego, nem pelo pensamento de qualquer outro povo. A filosofia é um momento único encetado por Sócrates e finalizado, no sentido de atingir o fim almejado, por Aristóteles. Depois, o que vem são  os filósofo-operários ou discípulos dos três grandes e únicos filósofos de fato que existiram no mundo : as abelhas-mestras das quais nascemos, pela filosofia deles,  e das nos nutrimos para filosofar. Essa nutrição ou nutriz é que mantém viva a filosofia, assim como a rainha mantém viva a colmeia.
A filosofia, assim, emancipada do discurso, da ciência, do conhecimento, apartada da erudição, livre do jugo da ciência e da arte, analisa o discurso enquanto objeto de estudo, bem como a ciência, a religião, a arte e a própria filosofia ; pensa-se a si mesmo.Não busca a verdade, que é tarefa e verificação que cabe à ciência, nem à realidade, mas apenas contempla a face da sabedoria sob o véu da aletheia ou desvelamento.
Seria a filosofia a sagrada religião do pensar livremente, se as frenagens da política e outras armadilhas criminosas esparsas nas convenções sociais pelos animais alfas e betas?!
( POESIA PARA UM OBOÉ SILENTE
A mole do edifício que constitui a massa humana 
do período político adventício.
A mole humana!: Massa!
Homens cimentados juntos, 
destituídos da maior parte de sua individualidade :
Gêmeos siameses, 
almas gêmeas
 e outras expressões cavilosas
que lembram essa engenharia 
ou reengenharia
de um homem jungido a outro
( ou a uma mulher )
membros ligados por argamassa
Massas com argamassas 
são esses homens-gêmeos
assim presos
uns aos outros
em corrente
- Homens em correntes longas 
como fantasmas nas galés!

( Pego um lápis
e desenho um Modigliani 
na atmosfera para barômetro
Lápis-lazúli não em gema
inconsistente
porém com a pedra preciosa
que rasga o véu azul
retrato
mulheres que amei
pela galeria de Modigliani
- minha pinacoteca de solidão sólida
com mulheres feitas de teias de aranha
inexistentes
que nem arranham o museu
nem tampouco o arranha-céu
de déu-em-déu
nas pombas em revoadas
Ah! a vida!
é essa galeria vazia
esse museu mudo
com mulheres pintadas
na inexistência
- fincadas no limbo!
com oboé solista
 tocando 
sem sopro arcangélico
de músico

E o fauno ali
no jângal interior
que sou por dentro do rododendro
do dendrito
passando pelo sistema nervoso autônomo
vegetal 
alma do animal 
livre dos autômatos
- vegetativo em mim!

O coro de sátiros em mim
como na tragédia grega
- por trás de tudo o que sou
e nem sei
senão no canto ditirâmbico )